O apanhador de estrelas...
Estive muito tempo andando sobre as nuvens.
Não conseguia tocar nenhuma estrela...
A ponta do meu dedo era da cor dos meus sonhos, e quando eu o encostava no topo do céu sentia um pouco de Deus em mim, e todo o azul do firmamento reverberava em ondas que faziam meu coração rufar como se fosse o único som do mundo.
Não havia choro, não havia tristeza.
A força com que os meus pés eram lançados para o ar me fazia sentir algo estonteante, onde cada lágrima que corria em meu rosto denotava a manifestação viva e súbita do júbilo de estar vivendo.
Sobre as nuvens não há espelho. E mesmo sem me ver me senti mais do que nunca. Não via meus olhos, mas sentia minha alma, sentia toda a humanidade compartilhando uma ponta da minha essência e isso me fez subir ainda mais leve.
Foi quando cheguei perto do amor.
E o amor fez com que dota a humanidade adentrasse em meus poros, juntando-se ao meu coração que já não era mais cansado e que a cada rufo se ocupava de um vigor nunca antes por mim sentido.
Foi assim que eu toquei... Foi assim que toquei pela primeira vez uma estrela...
Postar um comentário