E mais uma vez a vida não me impôs nada.
Todos os fardos são proprietariamente adquiridos.
Com sempre, aceitei-os pensando apenas nos benefícios que estes iriam me trazer.
Nunca penso em como vou desenvolver algo, ou como irei interagir durante ou depois do aceite. Só penso nas vantagens. Talvez seja por isso que as coisas não aconteçam da forma que eu bem gostaria que fossem.
Talvez eu não esteja me dedicando o suficiente, não esteja me doando a constante troca que é a vida.
Apesar de eu estar convicto de que a vida é uma constante troca, nunca entendi bem ou nunca soube de fato o que oferecer. Talvez nunca estive disposto a oferecer algo que fosse meu. Por avareza? Também. Mais por individualismo. Ao primeiro momento eu só penso em mim, de fato cheguei a essa conclusão.
Por mais que eu me sinta suficientemente culpado, e realmente me sinto, depois que envolvo alguém em algo que eu não tenho condições ou até mesmo vontade de levar adiante, eu não lembro disso antes de fazê-lo. Concluo que por mais que haja arrependimento, culpa e dor, existem pelo menos 50% de hipocrisia nisso, em se tratando da minha pessoa.
De fato eu cansei de ser hipócrita “inconsciente”, mas deixar de pensar em beneficio próprio é sempre muito difícil, mas não é bem isso que eu penso ou até quero. Preciso desvendar o segredo de conseguir “alguma coisa” beneficiando os outros e não só sempre a mim. Por que é isso a vida. Troca.
Vida é troca que não me impõe
Eu sou hipócrita inconsciente
Vida é luva na mão que veste
Troca é muito que sai da gente
Muito pra gente é pouco pra muitos
Pouco de muitos é muito pra gente
Troca de luva se faz em minutos
Troca da vida é eternamente
E certa vez me disse a terapeuta: Você é duro demais consigo!
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Escrevo por la tambem!
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