Difícil é mandar no coração...
A parte ruim da paixão, é quando ela só existe de um lado, é quando só um sente-se inconstante e com o coração apertado querendo saber...
Querendo saber o que?
Não existe formula para a paixão, não existe uma resposta conveniente, capaz de livrar-nos da angustia, que não seja o sim!
Mas o sim não acontece voluntariamente, muito menos em forma verbal, o sim é sentido, é capturado pela alma.
Quando não acontece essa captura, e quando não escutamos, é por que fatalmente a reciprocidade não existe. Daí faz-se a necessidade das palavras.
Palavra é um dos instrumentos de tradução do coração, que quando é a única forma de se fazer entender um sentimento, geralmente trata-se de um extremo sentimental.
Geralmente as pessoas omitem os sentimentos medianos. Ninguém se propõe a retratar verbalmente um amor mais ou menos. Até por que o amor nunca é mais ou menos durante muito tempo. Ou ele aumenta a ponto de não o suportarmos somente dentro do nosso peito, ou ele deixa de existir.
O fato é que tenho andado muito confuso com meu coração.
Meu coração tem apontado para alguém ao qual eu desconheço os sentimentos reais, logo me vejo em meio a uma confusão sentimental, na qual eu tenho certeza do quanto quero e como quero, mas a contraparte não. Ou sabe e não quer falar.
Por que não falar o que sente? Para não magoar?
Magoar é ser indiferente diante do sentimento alheio.
O fato é que eu, por hora analisando a situação, cheguei a várias conclusões desencontradas, as quais hora me fazem bem, hora me deixam na dúvida e em outros momentos chegam até a me fazem sofrer.
Fazer sofrer!
Então o que fazer? Como encarar a situação e resolver? Ou não resolver e esperar?
Daqui por diante falo com a propriedade de uma pessoa insegura, medrosa e extremamente impaciente. Sim, eu sou impaciente, sofro de uma ansiedade atroz, e sofro em excesso por antecipação. Soa problemas meus. Só meus, que os guardo dentro de mim, em momentos oportunos, quando achar conveniente e geralmente quando não houver ninguém por perto.
Não consigo esperar. E ao mesmo tempo não gosto de cobrar. Isso é uma equação insolúvel, a qual devo me conformar e me habituar as suas conseqüências, por mais desastrosas e sofríveis que estas sejam, por mais que o sofrimento e o desastre se alonguem por tempo indeterminado. Isso é meu, e esse fardo eu carrego, sem por a culpa em ninguém.
Mas o que realmente me deixa... “curioso”, é que eu, entendo meu coração, brigo com ele, sofro por suas escolhas as quais muitas vezes todo o resto do meu ser descorda, mas não omito. Se for para fazer sorrir, bem, se for fazer sofrer amém. Mas o fato é que já não me dou ao luxo de omitir, por diversos motivos aos quais já descrevi em um texto passado. Ao mesmo tempo não posso me dar ao luxo de cobrar de todos que também tenham a bondade de serem francos, ou que ao menos não omitam.
Difícil é mandar no “nosso” coração...
Sem balela! Fácil e entende-lo...
Com coragem, e muita, muita mesmo, é possível pratica-lo...
Agora impossível... É entender o que se passa no coração alheio, isso sim é impossível... Sem chance...
O que se passa na cabeça pode até ser especulado, suposto ou julgado... Mas o coração só entende mesmo que está em seu entorno.
00:20, eu com muuuuuuita (leia-se algo imensurável de grande) coisa do trabalho para fazer e apresentar as 08:00, uma noite mal dormida ontem (fui dormir as 4:30), sentindo vontade de comer doce, e eles não existem, com dor de cabeça, sem sono, com o encosto da cadeira quebrado.... Tudo isso passa longe da angustia que eu sinto... Não só pela situação descrita acima, mas também por outra.
Devo confessar sem medo, que: falei com uma enorme propriedade sobre não falar e omitir, porque atualmente vivo os dois lados da moeda. Mas na certeza que ainda esta madrugada resolvo minha situação... No que diz respeito a meu coração...
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