E mais uma vez a vida não me impôs nada.
Todos os fardos são proprietariamente adquiridos.
Com sempre, aceitei-os pensando apenas nos benefícios que estes iriam me trazer.
Nunca penso em como vou desenvolver algo, ou como irei interagir durante ou depois do aceite. Só penso nas vantagens. Talvez seja por isso que as coisas não aconteçam da forma que eu bem gostaria que fossem.
Talvez eu não esteja me dedicando o suficiente, não esteja me doando a constante troca que é a vida.
Apesar de eu estar convicto de que a vida é uma constante troca, nunca entendi bem ou nunca soube de fato o que oferecer. Talvez nunca estive disposto a oferecer algo que fosse meu. Por avareza? Também. Mais por individualismo. Ao primeiro momento eu só penso em mim, de fato cheguei a essa conclusão.
Por mais que eu me sinta suficientemente culpado, e realmente me sinto, depois que envolvo alguém em algo que eu não tenho condições ou até mesmo vontade de levar adiante, eu não lembro disso antes de fazê-lo. Concluo que por mais que haja arrependimento, culpa e dor, existem pelo menos 50% de hipocrisia nisso, em se tratando da minha pessoa.
De fato eu cansei de ser hipócrita “inconsciente”, mas deixar de pensar em beneficio próprio é sempre muito difícil, mas não é bem isso que eu penso ou até quero. Preciso desvendar o segredo de conseguir “alguma coisa” beneficiando os outros e não só sempre a mim. Por que é isso a vida. Troca.
Vida é troca que não me impõe
Eu sou hipócrita inconsciente
Vida é luva na mão que veste
Troca é muito que sai da gente
Muito pra gente é pouco pra muitos
Pouco de muitos é muito pra gente
Troca de luva se faz em minutos
Troca da vida é eternamente
E certa vez me disse a terapeuta: Você é duro demais consigo!
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Escrevo por la tambem!
http://meuscarosamigos.blogspot.com/
Entre todas as controvérsias da existência masculina, a que mais é latente na minha vida atual é o fato de que algumas mulheres gostam de homens que não prestam...
Em relação a isto eu tenho a fazer os seguintes comentários, lembrando que são opiniões baseadas na minha personalidade e no meu ponto de vista.
A mulher que gosta de caras que maltratam, nunca conheceram um cara carinhoso de verdade. Não adianta vir com essa de que algumas realmente gostam de sofrer, se estas realmente gostam que coloquem a roupa preta de couro e vão lá apanhar de chicote!
Muitas mulheres nunca receberam carinho de verdade, e isto é um fato. O homem não é um ser acostumado a esse tipo de coisa! Mas quando encontramos a pessoa adequada, a quem nos sentimos dispostos a dedicação, somos carinhosos sim! Tratamos bem respeitamos e não somos canalhas. (Lembrando que digo isso por mim)
E lembrando em falar por mim, por mim eu digo que o carinho, respeito e o tratar bem é o principio da relação, por mais que eu tente, não existe a menor possibilidade de eu me tornar um cafajeste. Até por que os que me conhecem sabem que eu sou um poço (sem fundo) de carência, amante incondicional de longos abraços e de muito cafuné.
Mas o assunto proposto vai alem do contato físico, muito alem, refere-se quase que totalmente ao modo de agir e conduzir a relação.
Dizem que os homens safados é que são os bons, entre quatro paredes isto é incontestável, fora delas eu tenho lá minhas ressalvas a serem feitas. Na minha cabeça não é aceitável que uma menina se sinta atraída ou “excitada” por um cara que morre de amores por ela e fica com cinco meninas em uma festa em que ela esta. Isto somente é compreensível se houver paixão envolvida na parte da mulher, ai sim, seria completamente compreensivo.
A mesma situação ocorre com aquele cara que vive marcando encontro e dando bolo... Vive falando que vai ligar e não liga... E por ai vai.
Daí em concluo o seguinte: Mulher se apaixona fácil... E a grande maioria das mulheres se apaixona por caras que não prestam.
Mas... Cá entre nós homens. Quando elas se apaixonam por caras que dão o valor que elas merecem, são carinhosos, compreensivos e companheiros... A casa cai!
Digo por experiência própria!
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Mudando de assunto...
Assim... Eu falei tudo o que sentia e respeitei a opinião alheia, abri meu coração e nunca cobrei nada em troca, nunca cobrei posições, e mesmo sem cobrar ouve uma evasão...
Quando eu digo que gosto, eu gosto e pronto.
Suspeitas ou curiosidades a meu respeito, devem ser a mim indagadas.
Minha opinião mais que sincera a respeito disso é que é de uma tremenda falta de consideração (muitos adjetivos caberiam aqui) me solicitar a esclarecer uma duvida a meu respeito e falar na minha cara que não acredita.
Do fundo da minha alma eu tento compreender... Mas não há como!
De tudo tira-se uma lição...
Sempre fui sincero, sempre disse a verdade, nunca omiti meus sentimentos, abri meu coração e falei tudo, não escondi nada!
Ganhei o que?
...
Ao menos a mínima consideração... Mas... Continuo sendo nada!
Ganhei foi um “puta” desapontamento...
Me dissestes que eras diferente...
Difícil é mandar no coração...
A parte ruim da paixão, é quando ela só existe de um lado, é quando só um sente-se inconstante e com o coração apertado querendo saber...
Querendo saber o que?
Não existe formula para a paixão, não existe uma resposta conveniente, capaz de livrar-nos da angustia, que não seja o sim!
Mas o sim não acontece voluntariamente, muito menos em forma verbal, o sim é sentido, é capturado pela alma.
Quando não acontece essa captura, e quando não escutamos, é por que fatalmente a reciprocidade não existe. Daí faz-se a necessidade das palavras.
Palavra é um dos instrumentos de tradução do coração, que quando é a única forma de se fazer entender um sentimento, geralmente trata-se de um extremo sentimental.
Geralmente as pessoas omitem os sentimentos medianos. Ninguém se propõe a retratar verbalmente um amor mais ou menos. Até por que o amor nunca é mais ou menos durante muito tempo. Ou ele aumenta a ponto de não o suportarmos somente dentro do nosso peito, ou ele deixa de existir.
O fato é que tenho andado muito confuso com meu coração.
Meu coração tem apontado para alguém ao qual eu desconheço os sentimentos reais, logo me vejo em meio a uma confusão sentimental, na qual eu tenho certeza do quanto quero e como quero, mas a contraparte não. Ou sabe e não quer falar.
Por que não falar o que sente? Para não magoar?
Magoar é ser indiferente diante do sentimento alheio.
O fato é que eu, por hora analisando a situação, cheguei a várias conclusões desencontradas, as quais hora me fazem bem, hora me deixam na dúvida e em outros momentos chegam até a me fazem sofrer.
Fazer sofrer!
Então o que fazer? Como encarar a situação e resolver? Ou não resolver e esperar?
Daqui por diante falo com a propriedade de uma pessoa insegura, medrosa e extremamente impaciente. Sim, eu sou impaciente, sofro de uma ansiedade atroz, e sofro em excesso por antecipação. Soa problemas meus. Só meus, que os guardo dentro de mim, em momentos oportunos, quando achar conveniente e geralmente quando não houver ninguém por perto.
Não consigo esperar. E ao mesmo tempo não gosto de cobrar. Isso é uma equação insolúvel, a qual devo me conformar e me habituar as suas conseqüências, por mais desastrosas e sofríveis que estas sejam, por mais que o sofrimento e o desastre se alonguem por tempo indeterminado. Isso é meu, e esse fardo eu carrego, sem por a culpa em ninguém.
Mas o que realmente me deixa... “curioso”, é que eu, entendo meu coração, brigo com ele, sofro por suas escolhas as quais muitas vezes todo o resto do meu ser descorda, mas não omito. Se for para fazer sorrir, bem, se for fazer sofrer amém. Mas o fato é que já não me dou ao luxo de omitir, por diversos motivos aos quais já descrevi em um texto passado. Ao mesmo tempo não posso me dar ao luxo de cobrar de todos que também tenham a bondade de serem francos, ou que ao menos não omitam.
Difícil é mandar no “nosso” coração...
Sem balela! Fácil e entende-lo...
Com coragem, e muita, muita mesmo, é possível pratica-lo...
Agora impossível... É entender o que se passa no coração alheio, isso sim é impossível... Sem chance...
O que se passa na cabeça pode até ser especulado, suposto ou julgado... Mas o coração só entende mesmo que está em seu entorno.
00:20, eu com muuuuuuita (leia-se algo imensurável de grande) coisa do trabalho para fazer e apresentar as 08:00, uma noite mal dormida ontem (fui dormir as 4:30), sentindo vontade de comer doce, e eles não existem, com dor de cabeça, sem sono, com o encosto da cadeira quebrado.... Tudo isso passa longe da angustia que eu sinto... Não só pela situação descrita acima, mas também por outra.
Devo confessar sem medo, que: falei com uma enorme propriedade sobre não falar e omitir, porque atualmente vivo os dois lados da moeda. Mas na certeza que ainda esta madrugada resolvo minha situação... No que diz respeito a meu coração...
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