Sobre a falta de paciencia e o fim de ano!!!
Detesto calor. Não pelo fato de suar como um porco, mas sim porque os diálogos corriqueiros, pobres por natureza, têm um toque extra de imbecilidade:
-Ta calor hoje, não acha?
-Sério? Nem percebi. Achei que eu estivesse chorando pelo suvaco!
Não, não tenho muita paciência com perguntas idiotas. E claro que às vezes também faço essas perguntinhas cretinas.
A bestialidade humana, contudo, não é sazonal... Esta ai para me irritar em todas estações. E essa coisa de natal, então... um prato cheio para as antas cuspidoras de chichês atacarem... Dá raiva ver beatas católicas que, durante o ano todo, tiveram como invisíveis a molecada que mora na rua, mas as vésperas da celebração do nascimento do senhor, distribuem alimento e roupa. Santas senhoras. Mas o pior é quando um “crente” te pára na porta do trabalho, sol de meio dia, pra pregar a palavra.
”- Um minuto, senhor, quero lhe falar sobre A Verdade.”
E as promessas de fim-de-ano? A vagabunda caçulinha sempre fala pra si mesma:
- Papai vai se orgulhar de mim nesse ano. Darei só pra uns 18 caras...
E o papai dela:
- Vou parar de fumar e de chifrar a patroa, se minha caçulinha deixar de ser vagabunda...
Patroa:
- Não vou mais dar pro açougueiro, se benzinho parar de fumar.
E nada muda nunca. Por que temos que esperar até o último dia do ano para refletir sobre a vida que levamos? Acomodação? Superstição? Numerologia? Ou só falta de vergonha na cara?
Bem, acaba por aqui este post sem pé nem cabeça. Afinal, o novo ano ta começando.
Calor pra caramba... Menos mal que ta chovendo!
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