Mesmo ainda não te tendo te sinto mais perto
Por mais que não me queiras disso estou certo
Minha vida agora tem você por dentro
Figura fácil és tu em meu pensamento
De manhã me recordo teu sorriso
O resto dia tenho vontade de estar contigo
Um afago em seus cabelos é o que eu almejo
Uma luz que só sai do teu olhar é o que vejo
Ganho o dia quando te vejo sorrir
Suas mão é onde quero tocar pra te sentir
Viajando em suas curvas lindas e brancas
E onde encontro forças e palavras francas
Teu sorriso que parece forçado em seus olhos verdes
É o porto seguro de minha alma sem flertes
O silencio é sinfônico diante de você
Disponível o tempo todo só você não vê
Teus cabelos tingidos mais claros que o sol
São a semente da rosa, alimentado o rouxinol
Teu jeito cativa, encanta e cultiva
Tua voz é linda sutil e agradável
Meu peito clama por ti e quero que venhas com o vento
E cada dia que ele não te traz passa a ser um tormento lento
O que me faz pensar que sou mais importante que o mundo?
Talvez porque eu seja o mundo?
O meu mundo?
Mundo mudo!
Mundo eu, mundo que não escutam!
Mundo mudo que confunde todo mundo!
Com o passar do tempo achei que as pessoas fizessem parte de uma mesma historia. E confirmei isso.
Mas também observei que o mundo exterior, ao qual todos estamos conectados, é o meio de estornar e vivenciar o que é proveniente da alma.
A alma caminha em um mundo paralelo, dentro de nós. Emaranhado de sentimentos e percepções adquiridas do exterior.
Tão misturados, porem, tão distintos esses são os mundos... E eu queria fugir de dentro de mim, e escapar do irascível que me abita...
Mundo mudo, muda tanto.
Muda mundo, muda lua.
És beleza em minha alma.
Alma minha quer ser tua.
Mundo mudo, mudo calmo.
Erra a pele, fere a alma.
Mundo gira, perde a calma.
Feres a vida que quer ser tua.
Mundo sem voz.
Alma feroz.
Alma ferida
"Mudo" da vida!
Chance...
E quando ela não vem?
Queria entender entre. Tudo o que há na vida é remediável, e o que não tem remédio, remediado está. Assim diz o ditado.
E o que foi interrompido sem ser remediado?
Palavras ditas não são apagadas. Mas as páginas hão de ser reescritas, como um quadro negro dividido. Lembro quando era garoto na escola, e a professora dividia o quadro negro em três partes iguais, e ia escrevendo até que as três fossem completamente preenchidas. Então ela tornava a primeira parte, e perguntava a todos se podia apaga-la para prosseguir. Por muitas vezes eu não havia terminado a primeira parte, mas nunca dizia... Nunca levantava a mão... Sempre perdia um trecho...
Então eu cresci, e a via foi passando como aquele quadro negro, e eu sempre correndo contra ele, para que não fosse apagado, até que um dia quem estava escrevendo deixou de existir. O interessante é que diferente do tempo de garoto, eu tinha copiado. Copiei. E ele fica permanece lá, sem ter quem o apague. Talvez fosse a matéria da prova final. Até então sinto-me como se não tivesse passado na prova. Sinto-me como se houvesse uma série faltando em meu currículo escolar.
Desde aquele momento, em que olhei para aquele “um terço” que tinha sido apagado, o restante não tem sido escrito da forma que eu gostaria...
A vida tem sido assim nesses últimos “quase” quatro anos. Como se eu tivesse saído de casa sem algo muito importante. Quando agente fica angustiado sentindo a falta de alguma. Assim que acontece comigo, assim que tenho sentido esses últimos anos. Por mais que as coisas tenham se ”assentado”, não é a mesma coisa, nada foi igual ao que era antes.
Momentos de felicidade e saudades vem se intercalando nesse período, mas o sentimento de “algo faltando” tem perdurado. Ainda vivo com essa pulga atrás da orelha.
Difícil é para os que me cercam, entender o que acontece. Entender porque depois de tanto tempo ainda há o que lamentar ou “culpar-me”? Sim, isso ainda existe.
Esse sentimento ainda existe, embrulhando junto com um barbante velho um monte de palavras que não poderiam ser ditas, ou, deveriam ter tido o tempo de serem apagadas, mas quem as escreveu não existe mais.
A vida me deu todas as chances... Eu reparei, ou “tentei” reparar todos os meus erros. Menos um.
Um erro. E foi o da vida...
Quando Deus te desenhou... Ele tava namorando...
Ai um dia ele te quis de volta...
Não foi nada justo...
As vezes, nos momentos de diversão eu sinto uma saudade tão grande.
Saudade tão grande dói fisicamente. Da pontada na barriga. Faz eu me sentir “chato”.
Quando... Se... Um dia...
Queria te ver de novo... Adoraria te ter de novo...
Você faz uma falta que não tem tamanho... Que não tem tamanho...
Assim...
Passando por um momento onde o silencio tem sido compania das melhores...
Tenho pensado em muita coisa para escrever, tenho escrito muito também...
Mesmo assim, não consigo compartilhar isso com ninguém...
Trouxe de encontro a meus lábios, na ilusão de um gosto bom.
Senti seu gosto doce...
Amargou, e se tornou ruim... Me fez mal!
Mastiguei como se fosse fazer mudar.
Senti o gosto do resto, amargo, já não fazia tanto mal. (As pessoas mudam)
Tive dificuldade para engolir, como que sente a ânsia de algo que quer ser regurgitado.
Senti dor, por não conseguir fazer melhor do que tinha feito.
Engoli, com lágrima, saliva, sonho e desejo...
Tento não lembrar. Na imensidão cheia de vazio na qual fiquei. Tudo que não vejo me leva a você. Tudo que não quero me faz te desejar.
Talvez eu deveria amar mais a mim...
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